A FENAPECUÁRIA manifesta a sua profunda preocupação com a atual situação sanitária em Portugal, marcada pela gripe aviária, pela ameaça da peste suína africana, pela língua azul e pelo risco iminente da dermatose nodular contagiosa nos bovinos.

Face à gravidade destas doenças e ao seu latente impacto negativo no setor pecuário nacional, a FENAPECUÁRIA apela ao bom senso e à responsabilidade na defesa do setor, seja através da implementação urgente de medidas de biossegurança exigentes e de planos de contingência eficazes, seja através da garantia de medidas compensatórias justas – calculadas com base nos preços atuais de mercado -, sempre que ocorram surtos sanitários.

De igual modo, a FENAPECUÁRIA expressa a sua apreensão e oposição relativamente ao acordo comercial UE-Mercosul, defendendo que o setor da carne não pode continuar a ser tratado apenas como um “setor sensível”: há que admitir que este acordo coloca os produtores pecuários nacionais e europeus em clara desvantagem competitiva face aos produtores da América Latina que operam com regras ambientais e exigências sanitárias muito diferentes das que são impostas aos europeus.

Assim, a FENAPECUÁRIA reafirma a sua oposição a este acordo, por considerar que põe em causa não só sustentabilidade da pecuária europeia, mas também a estabilidade desta atividade que, como sabemos, é mais do que um pilar essencial na economia nacional: é uma garantia da fixação da população no território e da limpeza e gestão ativa dos terrenos.

Deste modo, a FENAPECUÁRIA apela aos consumidores para que valorizem e escolham produtos nacionais, apoiando os produtores portugueses, a economia local e um setor que cumpre elevados padrões de qualidade, segurança alimentar e bem-estar animal.


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