António Gonçalves Ferreira, presidente da União da Floresta Mediterrânica (UNAC)

“A floresta mediterrânica básica, que é o montado de sobro e azinho, ocupa cerca de 1 milhão e 200 mil hectares em Portugal. Mas há um conjunto muito mais vasto de territórios mediterrânicos, que não inclui apenas essas duas espécies, mas que incorporam outros carvalhos, zonas de pastagens naturais e, mesmo, zonas mais a norte com outro tipo de espécies que podemos considerar que estão dentro do clima mediterrânico e que, essencialmente, têm o mesmo regime de uso.

Esse regime é caracterizado por um uso múltiplo, multifuncional, normalmente silvopastoril ou agrosilvopastoril com mosaicos que permitem, por um lado, ter mais pessoas no território e, por outro, também estar mais defendido contra os riscos bióticos, nomeadamente as pragas e doenças, e os riscos abióticos como os fogos que recorrentemente nos fustigam (…).

Ela não é vulnerável porque tem lá pessoas e porque é gerida. Porque, se houver um incêndio, é verdade que as espécies mediterrânicas têm depois mecanismos de resiliência diferentes, por exemplo, do pinheiro ou do eucalipto, mas se houver um grande incêndio elas ardem na mesma. Portanto, a grande diferença está na gestão e na presença humana que permite, por um lado, diminuir o risco e, por outro, estar logo em cima do problema quando aparece um foco de incêndio ou um pequeno fogacho”.

Extrato da entrevista concedida à Voz do Campo. Não perca a entrevista completa na próxima edição da Revista.

Veja a entrevista em vídeo:


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